Nem toda gordura era boa
Não avaliamos apenas a quantidade da gordura, mas também a qualidade. Vimos se elas podem prejudicar a saúde dos consumidores.
Pela importância deste paramêtro, ele influenciou oresultado final. Avaliamos a presença de ácidos graxos saturados e trans nas margarinas e nos cremes vegetais.
Os ácidos graxos saturados são provenientes de gordura animal, como a manteiga. Elevam o colesterol e podem ser associadosa uma série de doenças cardiovasculares. A gordura trans é resultado do processo de hidrogenação. Ela é considerada ruim para saúde porque eleva o chamado mau colesterol (LDL) e abaixa o bom (HDL).
Todas as marcas que indicavam ser “livres de gorduras trans” em seus rótulos realmente eram (veja mais no gráfico da página ao lado). Em média, as margarinas tradicionais possuíam 14% de ácidos graxos saturados, enquanto as lights, cerca de 9% e os cremes vegetais 8,5%. Quanto a gordura trans, a média era de 5,5% para as margarinas, 4% para as margarinas light e 0,76% para os cremes vegetais.
Isto está acima do que consideramos ideal. Com base na recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), consideramos aceitáveis 2% de gordura trans e 20% de ácidos graxos saturados.
Com sal e salgadas
Para avaliar se a quantidade de sal contida nos produtos não contrariava as determinações da OMS, medimos quantas porções seriam necessárias para atingir o máximo de 2 gramas de sal por refeição. A Vigor Cremosa avisava em sua embalagem, e nós confirmamos no laboratório, que possui menos de 0,03% de sal. Entre os cremes vegetais, o menos salgado foi o Becel Pró-Active. Os mais salgados do teste foram as margarinas Primor Cremosa e Leco, que somam 2 gramas de sal em apenas seis porções.