Até ler pode ser difícil
Primeiro, analisamos todos os rótulos de molhos de tomate. Mais uma vez, como vem sendo tendência nos testes alimentares, houve ausência e até incompreensão de informações. Para começar, tivemos problemas com alguns dados importantes, mas não exigidos por
lei. As dicas de uso só apareceram em 3 das 30 marcas – 10%. A maioria também não se preocupa em colocar receitas e nenhuma indica o número de porções que a embalagem contém.
A data de fabricação foi outra omissão presente em quase todos os produtos. Contudo, mesmo os itens obrigatórios, até quando aparecem, nem sempre são legíveis. No final, apenas uma marca não foi mal: a Arisco Tarantela (B).
Tomate usado é confiável
Em seguida, avaliamos a qualidade da matéria-prima utilizada na elaboração do molho. Como a maioria das marcas apresentou teor muito bom de extrato seco (indica a quantidade e a qualidade de tomates utilizados como matéria-prima), concluímos que o processo tecnológico empregado é o correto e verificamos que não há muita diferença entre os molhos vendidos em lata e os vendidos em caixa.
É importante também conhecer a acidez de produtos com tomate. Um produto com acidez inadequada pode ser deteriorado por microrganismos.
Certas bactérias, como o clostrídio, podem se proliferar rapidamente – o Clostridium botulinum, por exemplo, pode causar danos à saúde do conconsumidor, inclusive levando o à morte. Além disso, uma acidez muito alta pode ser indício de que os frutos utilizados estavam verdes. Neste item não foram encontrados grandes problemas.