Informações não têm clareza
Primeiro, medimos o peso líquido de todos os produtos e vimos que nenhum chega a ter 10% a menos do que declara. Quanto ao valor calórico dos produtos, não houve muita variação entre as marcas. Depois, como de hábito, analisamos a rotulagem. Para começar, vimos que não há um padrão na denominação de venda das pizzas. Cada marca estipula um nome, muitas vezes sem critério. O ideal seria “pizza congelada de calabresa”, sendo que, caso ela contenha outros ingredientes no recheio, eles devem ser descritos após a palavra calabresa”.
Só que em nenhum caso o modelo foi seguido. Contudo, o principal problema da maioria dos rótulos foi a dificuldade de leitura do lote, das datas de validade e de fabricação. Como essas datas são de extrema importância para os consumidores e como nada adianta elas estarem presentes se são praticamente invisíveis, quase todas foram ruins.
Por dentro da pizza
Avaliamos a qualidade das pizzas congeladas de calabresa com criteriosos testes.
- Rotulagem – Examinamos todos os itens previstos na legislação e outros que julgamos importantes para o consumidor.
- Composição – Separamos e determinamos o peso da massa (incluindo o molho de tomate e o queijo, pois é difícil separá-los) e do recheio (calabresa, cebolas e azeitonas). Para uma pizza não ter apenas massa ou não ser só de queijo, a quantidade ideal de ingredientes deve ser equivalente ao peso de 50% do produto.
- Sal – Medimos a quantidade de sal em cada pizza.
- Higiene e conservação – Verificamos se as pizzas tinham coliformes fecais, coliformes totais, salmonela, S. aureus e B. cereus.
- Degustação – Fizemos a tradicional degustação, preparando as pizzas de acordo com as instruções que constavam nos rótulos.