O consultor Cláudio Boriola responderá a 5 dúvidas semanais, sendo uma nova a cada dia útil da semana, sobre economia doméstica e dívidas. Você pode enviar sua pergunta para o e-mail cboriola@ig.com.br. As dúvidas serão selecionadas pela equipe da Boriola Consultoria e respondidas neste espaço:
No mês de outubro de 2001 utilizei meu limite do cheque especial de minha conta corrente, cujo valor era R$ 600,00.
Por problemas financeiros não pude saldar esse débito e fui incluído no cadastro do SERASA. Gostaria de saber como poderia resolver esse problema já que o valor apresentado é muito elevado, e estou com dificuldade para conseguir serviço por este motivo.
Não nos restam dúvidas que a solução para quem deve é pagar! Procure o gerente de sua agência bancária para informar suas condições reais, com certeza ele estará pronto para atende-lo. Faça um levantamento de sua pendência, negocie e tente negociar para pagamento parcelado, mas todo o cuidado é pouco nessas horas.
Nunca esqueça de fazer as contas para saber o quanto de juros estão lhe cobrando pela dívida desde a época que ficou com o saldo devedor bem como a taxa de juro que estará sendo embutido nas parcelas. Vamos aos exemplos para, atentamente, ser observado na hora de negociar um débito:
Sistema Price
Vamos supor que você renegociou uma dívida de R$ 1.000,00 para ser paga em 12 meses com a taxa utilizada da T.R., mais 1% em 12 prestações.
Supondo que no final do primeiro mês a T.R., mais 1% sejam igual a 2%, nesse caso, para definir o valor da primeira prestação pelo sistema PRICE, divide-se o valor do débito que seria R$ 1.000,00 por 12 = R$ 83,33 e acha-se o valor dos juros, ou seja, os 2%, aplicando-o sobre o saldo devedor que são os R$ 1.000,00, o que resulta num juro de R$ 20,00.
Então, teríamos o seguinte valor para a primeira prestação: R$ 83,33 + R$ 20,00 = R$ 103,33. Veja que, nesta hipótese, a primeira parcela teria um valor bem maior que você esperava em função dos juros terem sido acrescidos nas prestações.
Sistema SAC
No Sistema SAC, a hipótese daria o seguinte exemplo para você conferir:
Um débito de R$ 1.000,00 + 2% de juros = R$ 1.020,00, que dividido em 12 daria R$ 85,00 por parcela.
Ou seja, os juros foram acrescidos no débito e, ai sim, divididos pelo plano de pagamento. Nesta hipótese, que é a mais viável para você, a primeira prestação ficaria em R$ 85,00 e não em R$ 103,33 como visto no Sistema PRICE.
A diferença entre um método e outro corresponde ao valor da parcela. No sistema PRICE você inicia os pagamentos com prestações altas, que vão sendo reduzidas de modo que a última prestação será mais baixa.