O consultor Cláudio Boriola responderá a 5 dúvidas semanais, sendo uma nova a cada dia útil da semana, sobre economia doméstica e dívidas. Você pode enviar sua pergunta para o e-mail cboriola@ig.com.br. As dúvidas serão selecionadas pela equipe da Boriola Consultoria e respondidas neste espaço:
Em abril de 2003 comprei um carro, mas por motivos financeiros precisei devolvê-lo ao banco. O restante da dívida ficou, mas agora em 2006 uma assessoria está com o caso. A dívida que tenho é de R$11.500,00, mas dizem que se eu pagar R$3.500,00 eles darão por encerrado. Sou obrigada a pagar? Se eu deixar, este tipo de dívida também prescreve?
As devoluções amigáveis têm gerado grande transtorno para algumas pessoas que confiam em palavras ou não conferem o que estão assinando. Devemos observar atentamente todas as informações contidas nos documentos e, surgindo dúvidas, temos que procurar o apoio de um profissional.
O consumidor que ficar devendo uma parcela passa a não suportar as pressões psicológicas, ameaças e as famosas despesas que as financeiras cobram (juros de mora, multa, honorários de cobrança) - o valor que era fixo passa a ser reajustado todos os dias e tudo isso acaba refletindo como impacto no bolso. Um veículo quando devolvido ou apreendido por falta de pagamento vai parar no leilão e o valor da venda é bem abaixo do valor que consta no contrato.
Ao comprar um veículo é preciso pesquisar preços, observar as condições de compra, a quantidade de parcelas e principalmente as taxas de juros praticadas. Isso já é um bom começo para quem quer realizar a compra do automóvel.
Infelizmente o consumidor observa apenas o valor da parcela fixa que cabe no bolso, esquecendo de fazer os cálculos na ponta do lápis. Como iremos fazer os cálculos senão fomos ensinados a isto. Ate parece bicho de sete cabeças. Os mais cautelosos preferem juntar o dinheiro e aplicar na poupança para realizar a compra a vista que não deixa de ser um excelente negocio nos dias atuais, e ainda acaba conseguindo ótimos descontos.
As fábricas necessitam vender para girar seus estoques e nós precisamos comprar, essa é a lei do consumo. Para fazer um levantamento da sua situação, solicite por escrito a Assessoria de Cobrança todas as informações detalhadas para conferências dos valores. Não resta dúvida que tudo que compramos devemos por obrigação pagar.
Seu nome permanecerá apontado nos órgãos de proteção ao crédito por um período de 5 (cinco) anos, caso pague a dívida, com certeza à financeira fará o comunicado de exclusão. As dificuldades financeiras sempre aparecem no caminho, para ajustar as contas precisamos de um pouquinho de paciência, elaborando um bom planejamento financeiro, cortar os gastos desnecessários, tudo acaba sendo resolvido.
Caso você encontrar dificuldades na solução amigável de seu problema, procure um advogado da sua confiança e boa sorte!