A temperatura foi avaliada em três quesitos: o quanto eles gelam, se gelam por igual e por quanto tempo se mantêm gelados sem energia. Na avaliação da capacidade de congelamento, Electrolux FFE, Continental e Dako apresentaram a maior capacidade em 24 horas. Eles gelam 16, 14 e 12 quilos, respectivamente, em um dia. Já o Brastemp congela apenas 8kg no mesmo período, sendo o
de menor capacidade entre todos os avaliados. Ou seja, se você guardar aquele peixe de 20kg que seu marido pescou, ele levará três dias para ficar congelado no Brastemp.
Na medição de temperatura feita dentro do gabinete, conferimos se eles gelam por igual em diferentes pontos. O que apresentou menor variação foi o Dako. E o que mais variou, mas sem apresentar resultados alarmantes, foi o Consul (diferença de 4oC). Por isso, todos foram considerados muito bons (A).
Da mesma forma que devem gelar, os freezers deveriam manter as baixas temperaturas, mesmo na falta de energia elétrica. Nessa avaliação, o Consul manteve-se abaixo dos -18oC por 33 horas, sendo o melhor dos de degelo manual. O Continental, que vem logo em seguida, se manteve abaixo dos -18oC por 18,5 horas, seguido pelo Dako, por 12 horas, e Electrolux, por 11,5 horas.
Entre os aparelhos frost-free, o Brastemp manteve o frio interno por 25 horas. Já o Electrolux se manteve abaixo dos -18oC por apenas 11 horas. Como é rara a falta de luz por períodos tão longos, esse quesito não pesou tanto na avaliação final.
O que o frost-free tem de mais?
Os modelos frost-free dispensam o degelo manual porque fazem uma ventilação forçada do interior do aparelho. Um temporizador desliga periodicamente o compressor e aciona uma resistência elétrica de aquecimento instalada junto ao evaporador, fundindo o gelo. A água é recolhida em uma bandeja.
Depois do degelo, o compressor é acionado e a resistência desligada. Como na saída do compressor o gás
está aquecido, parte da tubulação passa pela bandeja e evapora a água do degelo. Na prática, significa que você não precisa degelar o freezer para a remoção do gelo.
Etiquetas falam a verdade
Todos os freezers avaliados participam do Programa Nacional de Etiquetagem do Inmetro, que prevê a colocação de uma etiqueta de eficiência energética nos aparelhos conforme seu consumo de energia. Neste teste, vimos que as informações das etiquetas eram condizentes com o consumo real dos aparelhos. Porém, mesmo os freezers classificados como “A” (mais eficientes: Brastemp, Electrolux
FE26, Continental e Consul) consomem muita energia.
Cada aparelho é responsável por cerca de 15% do total do consumo de uma residência. Na Europa, a eficiência energética destes aparelhos já avançou tanto que a escala de sete letras (de A a G) não satisfaz mais a classificação dos freezers. Existem modelos que são A+, que chegam a gastar 25% menos que os demais.