Muito popular no país, o feijão é a principal fonte vegetal de proteínas. Nutritivo e rico em vitaminas, ele faz sucesso em diversos pratos da culinária brasileira. Por isso, a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) fez um teste com 40 feijões: 21 pretos e 19 cariocas (também conhecidos como "carioquinhas").
O objetivo foi responder a algumas dúvidas dos consumidores. Qual a qualidade do produto? Pode haver fraudes no feijão que compramos? Os feijões cozinham em quanto tempo? Os rótulos são completos? A legislação em vigor defende adequadamente os consumidores? Para responder a essas questões, foram feitas diversas análises laboratoriais, além de uma degustação e um teste de tempo de cozimento do feijão. No final, os resultados foram muito contrastantes: enquanto 11 produtos chegaram a ser muito bons, outros 13 foram ruins e 4 conseguiram simplesmente ser eliminados do teste.
Existe uma grande variedade de feijões no mercado. Os grãos mais conhecidos são classificados no grupo I (feijão anão). Os que crescem em trepadeiras, como o feijão fradinho, que constituem outra espécie, são do grupo II (feijão-de-corda). De acordo com sua coloração, ele pode ser classificado em quatro classes: branco, preto, cores (cujo principal representante é o carioca) ou misturado (como diz o nome, em que há grãos de várias colorações). Considerando a qualidade do produto, o feijão também é classificado em cinco tipos - expresso por números de 1 (melhor) a 5 (com mais defeitos). Neste teste, a Pro Teste avaliou exclusivamente os feijões do grupo I, das classes preto e cores (carioca) e do tipo 1. Ao menos é o que todos os fabricantes colocavam nos rótulos. Confira no final desta reportagem todas as marcas de feijões pesquisadas.
Informações quase completas
Primeiramente, a Pro Teste verificou se os rótulos dos feijões respondiam às dúvidas dos consumidores e analisou se as informações requisitadas pela legislação realmente estavam presentes. No fim, as rotulagens oscilaram de "aceitável" (C) até "muito bom" (A). Não houve problemas mais graves que pudessem gerar notas negativas. As maiores ausências foram a descrição do grupo ao qual o feijão pertence, dicas para o preparo e a data de fabricação. Estes dois últimos itens não são exigidos por lei, mas são interessantes para o consumidor. No primeiro caso, porque é bom saber em qual tipo de panela o feijão deve ser cozido, quais as quantidades de grãos e de água e qual o tempo de cozimento. Sobre a data de fabricação, quanto mais velho for o feijão, mais tempo ele leva para cozinhar.