Custos paralelos não apresentados, venda casada e, agora, garantia maior para os bancos: os problemas dos testes anteriores continuam e o que mudou foi para pior.
Pela terceira vez a ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) pesquisou os maiores bancos do mercado em busca das melhores condições para a compra financiada de sua casa. Ano após ano, quase nada se altera em prol do consumidor. Os custos paralelos do financiamento nem sempre são apresentados no momento da proposta, mas fazem grande diferença no bolso do cliente.
O atendimento bancário continua despreparado para prestar informações, pois, na maior parte dos casos, os funcionários não sabem os seguros vinculados ao financiamento. As instituições ainda limitam a contratação dos seguros obrigatórios a seguradoras conveniadas a elas. Como as parcelas estão inclusas no valor da prestação, muitas vezes o pagamento passa despercebido.
E, para completar, a garantia para os bancos ficou maior, pois o governo passou a autorizar o uso da alienação fiduciária em todos os tipos de financiamento. Com isso, somente no final do contrato o imóvel passa para o nome do mutuário. Para facilitar a sua escolha, a ProTeste mostra todas as condições de um financiamento, desde os planos existentes no mercado até os requisitos necessários para o imóvel e o futuro proprietário.
Mudanças de última hora
Quando a divulgação da pesquisa estava pronta, o Conselho Monetário Nacional anunciou algumas alterações nas regras do crédito imobiliário pelo SFH, entre as quais:
- o valor máximo do imóvel a ser financiado aumentou de R$ 300 mil para R$ 350mil;
- o limite máximo de financiamento passou de R$150 mil para R$245 mil;
Todos os bancos ainda devem adaptar seus planos ao novo quadro. A ProTeste acompanhará estas mudanças e analisará o impacto delas no próximo estudo.