Ao abrir o capô, verifique o estado das mangueiras em geral. Se elas estiverem ressecadas, rachadas ou quebradas, é porque chegou a hora de trocá-las;
Se for possível, observe se a correia dentada está em ordem. Para isso, basta passar o dedo pelo lado interno. Havendo falhas (falta de dentes) ou desgaste, é necessário trocá-las. Algumas correias são lacradas e só um mecânico pode verificar;
Preste atenção em sinais de ferrugem na parte interna do capô ou em outras áreas metálicas. Furos no assoalho do carro indicam excesso de ferrugem;
Observe se os pólos da bateria estão oxidados, pois o excesso pode comprometer o funcionamento dela;
Se o veículo ficar parado por um bom tempo, verifique a existência de marcas de pingos de óleo, pois eles são indícios de vazamento;
Com o capô aberto, passe um cotonete com acetona sobre o número do chassi. Se a tinta sair, pode ser um sinal de que ele foi adulterado e se trata de um veículo roubado. Da mesma forma, fique atento se há marcas de soldas ao redor ou em parte dele. Lembre que o número do chassi deve ser o mesmo que consta nos vidros da janela;
Observe cuidadosamente o compartimento da bagagem. Retire os tapetes e verifique o estepe que, muitas vezes, pode apresentar infiltração de água. Lembre-se que alguns carros possuem o estepe fora do bagageiro;
Faça um test-drive. Assim, será possível verificar eventuais ruídos, folgas e regulagem dos pedais, balanceamento e alinhamento do veículo;
Além disso, você verá se ele corresponde às suas expectativas;
Lembre-se que muitas seguradoras não aceitam fazer seguro em carros batidos ou avariados.
Peça todos os documentos
É comum a venda de veículos em lojas que não mantêm qualquer vínculo com concessionárias ou fabricantes. Na verdade, elas compram os carros usados e os revendem para outros interessados. Portanto, o primeiro cuidado que se deve ter é verificar a idoneidade dessa empresa, consultando os sites do Procon ou do Tribunal de Justiça do seu Estado. Essa é uma das formas de conhecer o histórico de relacionamento dessas lojas com seus clientes.
A segunda prevenção é exigir a nota fiscal da loja que está revendendo o veículo. Algumas lojas emitem um simples recibo, como se a venda fosse feita diretamente pelo antigo proprietário. Mas você só comprovará que a compra foi feita na loja se tiver a nota fiscal. Caso contrário, juridicamente, seria como se a compra tivesse sido feita entre particulares e não haverá a proteção do Código de Defesa do Consumidor.
Mais um fato para ficar atento é a transferência da titularidade do veículo. As lojas costumam providenciá-la por intermédio de seus despachantes. Se isso ocorrer, peça para que o serviço conste na nota fiscal ou num recibo em que a loja assuma o compromisso. Caso a transferência não seja feita em 30 dias, toda e qualquer multa será de responsabilidade do antigo proprietário, mesmo que ele não esteja mais com o carro.
Porém, se o serviço de despachante constar na nota fiscal ou no recibo, você poderá pleitear uma indenização no Juizado Especial Cível por eventuais transtornos causados. Lembre-se ainda de pedir o manual do veículo, chave reserva e a chave mestra – sem a qual não será possível fazer futuras cópias.