Os clubes de investimento são grupos de pessoas físicas que se juntam para investir na bolsa, com o auxílio e intermédio de uma corretora, distribuidora de títulos ou banco.
Eles são constituídos de maneira simples e ainda recebem incentivos como a isenção de IOF (Imposto sobre Operação de Crédito, Câmbio e Seguros), CPMF (mesmo antes de surgir a conta investimento) e o Imposto de Renda é tributado apenas no resgate dos recursos e não mensalmente, como no caso dos fundos.
Para formar um clube de investimento basta um grupo de pessoas (mínimo de 3 e máximo de 150) fazerem um cadastro em uma corretora, distribuidora de títulos ou banco, que vão servir como apoio na tomada de decisões em relação à carteira de ações. Cada membro será dono de uma cota, que não pode ser maior que 40% do total.
O grupo deve eleger um coordenador, que será a voz de todos junto à corretora, distribuidora de títulos ou banco, mas as decisões de compra e venda das ações que vão compor a carteira são tomadas em conjunto, por todos os participantes do grupo.
O investimento mínimo, o tempo de permanência do investimento, assim como as regras para a inclusão de novos participantes serão definidos pelo grupo e deverão constar no estatuto.
A administradora do clube ajuda seus participantes na tomada de decisão de compra e venda de ações enviando notícias divulgadas na imprensa sobre o desempenho das empresas e análises do mercado a todos os componentes do grupo.
Os participantes dos grupos, munidos das informações, reúnem-se periodicamente para decidir se compram mais ou menos ações de uma determinada empresa, passando essa informação, por intermédio do coordenador, para a administradora.
“Nos EUA, muitas pessoas participam dos clubes de investimento e aproveitam a troca de informações para investir sozinhas separadamente, ampliando suas aplicações”, conta Geraldo Soares.
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