Como economizar em algo tão fundamental quanto a alimentação sem prejudicar a saúde? A nutricionista Cristiane Machado Godoy afirma que se pode reduzir em até 50% os custos comprando verduras e frutas em feiras em vez dos supermercados. Já o especialista em economia doméstica Luis Carlos Ewald alerta que uma boa pesquisa de preços representa 30% a menos nos gastos com alimentação. Confira essas e outras dicas para comer bem gastando pouco. Faça também a pesquisa de preços e use nossa ferramenta de Lista de Compras on-line (clique aqui para acessar).
O primeiro a se avaliar é a situação dos que moram na casa. Para solteiros e casais que trabalham fora, não vale a pena aumentar o orçamento contratando uma cozinheira. "Mas se a família é grande, já vale a pena contratar alguém que possa ajudar na limpeza e faça refeições para todos, mesmo que as deixe congeladas para a hora do jantar", afirmou Ewald.
Quem não pode arcar com o custo da cozinheira pode optar por eleger um dia da semana para preparar congelados. A favor deles, o economista tem números bem convincentes: "Fazer uma refeição num restaurante custa até seis vezes mais que comer em casa. Comer em um restaurante de comida caseira custa até três vezes mais".
Refeições congeladas compradas em supermercado foram consideradas desvantajosas por ambos os especialistas. "Além de ser muito mais barato fazer em casa e congelar, esses alimentos têm gorduras e sal a mais para agir como conservantes. É claro que comer de vez em quando não faz mal, mas fazer disso um hábito pode engordar e aumentar taxas de colesterol e triglicérides", afirma a nutricionista.
Cristiane Machado Godoy alerta que além de pesar mais para o bolso comer em um quilo, o consumidor não tem controle sobre a qualidade da comida. "Não só há a questão da higiene, mas também da quantidade de sal e gordura usada na receita, ou se os alimentos foram cozidos da forma correta para não perder nutrientes", explica.
Contratar um serviço de "quentinhas" também é duas ou três vezes mais caro que fazer sua própria comida, mas pode valer a pena para quem é solteiro e não come todos os dias em casa. "Quem mora sozinho às vezes não janta, ou acaba saindo à noite. Assim, comprar uma marmita não fica tão pesado porque se economiza com luz, gás e tempo de preparo", conta o economista.