O levantamento do Ipem-SP concluiu, ainda, que não funcionaram de forma alguma 7,88% dos extintores analisados. Isso significa que, no Brasil 1 milhão 831 mil 466 veículos teriam extintores absolutamente ineficazes no ano de 2000. Em São Paulo, seriam 732 mil 971.
A nova lei prevê, ainda, a mudança, nos próximos cinco anos, de todos os extintores que estão em circulação no país, os do tipo “BC”. Tecnicamente os extintores usados em carros de passeio são chamados de P1 – pó químico de um quilograma. Os extintores ABC, que substituirão os atuais, são compostos, em sua maioria, por monofosfato de amônia.
Outro importante característica dos extintores veiculares que será alterada, a partir de 2005, é o prazo de validade. A do atual extintor é de três anos e passará para cinco anos. E o extintor deverá ser trocado no final do período da validade. A recarga não será mais permitida. Apesar da mudança de lei, algumas dicas continuam sendo fundamentais na compra de extintores:
- Verifique o selo de conformidade. Todos os extintores devem ter o selo visível e vem identificado com a letra N do INMETRO.
- Verifique o fornecedor. O nome da empresa fabricante com certificação aparece no selo. Em caso de dúvida da veracidade do fabricante denuncie.
- Verifique o lacre de inviolabilidade. Não adquira extintores com o lacre rompido. Caso isso aconteça, procure uma empresa autorizada para fazer uma inspeção e, se necessário, fazer uma manutenção.
- Exija a nota fiscal. Ela é a garantia na defesa dos direitos dos consumidores
- Por fim, verifique as instruções de uso. Todas as formas de usar o extintor devem estar escrita claramente no cilindro do extintor. Caso elas estejam rasuradas, apagadas, rasgadas ou com propagandas que as encubram, não compre o produto.