Há muito tempo que o miniforno elétrico, o chamado forninho, caiu nas graças dos consumidores brasileiros. Compacto e rápido, ele serve para esquentar pequenas porções de comida, assar ou até descongelar alimentos.
O produto, que parece prático à primeira vista, é na verdade um utensílio perigoso que pode causar queimaduras e curto-circuito, foi o que avaliou o teste desenvolvido pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste.
A Pro Teste avaliou as marcas Britânia (Mini Forno), Eco (Toast), NKS (Home Mini Forno Tostador First Class) e Walita (Micro Chef Luxo HD 44810) entre os meses de março e abril de 2004. O teste levou em conta o desempenho, a praticidade de uso e a segurança térmica e elétrica de cada miniforno.
Segundo Alessandra Souza de Macedo, engenheira elétrica da Pro Teste, os resultados foram alarmantes. “Eles podem queimar a mão do usuário, provocar choques, causar curto-circuito, além de não assar o alimento de maneira uniforme”.
“Todas as marcas testadas apresentaram falta de precisão no timer e no termostato; desigualdade nas temperaturas internas; aquecimento excessivo nas paredes externas e possibilidade de queimar e dar choques no usuário. Por isso, não recomendamos a compra de nenhum deles”.
Para Alessandra, a falta de segurança deve-se ao fato de que a norma técnica de segurança que existente no Brasil é insuficiente, além disso, seu cumprimento é voluntário.
É proibida a utilização deste conteúdo para fins publicitários ou comerciais. A Pro Teste foi fundada em julho de 2001, por iniciativa do IPEG (Instituto Pedra Grande de Preservação Ambiental de Atibaia) e da Test-Achats, da Bélgica, instituição que defende o consumidor no mundo e que reúne mais 1,2 milhão de associados. A missão é informar, orientar, representar e defender os interesses do consumidor.