Taxas: custo adicional e escondido
Quem busca um crédito pessoal deve ficar atento para outros custos que estão vinculados diretamente à operação, mas nem sempre estão claros na hora da contratação. Além dos juros, as instituições podem cobrar taxas de abertura de crédito (TAC), administrativas e seguros. Cada instituição tem uma taxa, muitas vezes adotando nomes diferentes para a mesma cobrança. Na pesquisa, a Pro Teste constatou que todas as instituições cobravam TAC. Além disso, o Bradesco cobrava taxa de manutenção de R$ 5. Apenas o Banespa não cobrava nenhuma taxa. Por outro lado, esse banco tem a maior taxa de juros: 96,71% ao ano.
A maioria das instituições fixa a TAC num percentual do montante emprestado, limitado a um valor máximo. O maior percentual encontrado foi no Losango e na ASB Financeira: 15% do empréstimo, limitado a R$ 150. E é um valor muito alto, custo que nem é compensado por taxas mais baixas. Já o Bradesco e o Santander não cobram a TAC em contratação realizada por telefone ou internet, mas nas agências a taxa é de R$ 24 e R$ 23, respectivamente.
Observe os juros, mas não só
Logicamente, o custo é o ponto principal para quem pretende contratar um crédito pessoal. Uma taxa de juros um pouco maior pode resultar numa grande diferença no total financiado. Neste teste foram encontradas grandes diferenças entre as taxas. Elas variaram de 3,90% ao mês (58,27% ao ano), caso do Safra, a 12,90% ao mês (328,87% ao ano), na Fininvest.
A Pro Teste encontrou também uma grande diferença entre as taxas praticadas pelas financeiras e pelos bancos: média de 11,35% ao mês (263,31% ao ano) e 5,08% (81,23%), respectivamente. A média das taxas dos bancos é menor do que a metade daquela praticada pelas financeiras. Contudo, a Pro Teste recomenda não observar apenas os juros, mas todas as taxas. Custos embutidos podem pesar tanto quanto os juros e enganar quem está contratando.
Escolha do crédito pela TAEG
O custo apresentado pelas instituições, quando a pessoa se candidata à obtenção de um crédito pessoal, refere-se apenas aos juros cobrados no pagamento. Mas existem outros custos – TAC, por exemplo – que fazem parte do financiamento e podem encarecer o pagamento sem que se perceba. Neste teste, para definir com exatidão o custo do crédito, a Pro Teste indica o uso da Taxa Anual Efetiva Global de Encargos (TAEG). A Taxa Anual Efetiva Global de Encargos é calculada de forma a incluir todos os custos ligados ao financiamento.
A pesquisa concluiu que a TAEG apresenta valores bem diversos das taxas de juros apresentadas pelas instituições. Enquanto ela varia de 69,16% (Safra) a 424,05% (Losango), os juros vão de 58,27% (Safra) a 328,87% (Fininvest). Você pode observar como os custos paralelos podem elevar o custo final do crédito comparando o produto do HSBC com o do Bradesco, por exemplo. A taxa nominal mensal do HSBC é de 5,35% e a do Bradesco, 4,85%. Considerando todos os custos a situação se inverte: o Bradesco tem TAEG de 101,40%, e o HSBC, de 91,61%.