Para cada idade, um tipo
A chupeta ideal deve agradar pais e filhos. Afinal, de nada adianta a escolha da chupeta mais adequada segundo os pais, se o pimpolho não aprová-la e cuspi-la longe. A primeira característica a ser observada é o tamanho, que precisa estar de acordo com a idade da criança. Se ela tiver de 0 a 6 meses, o tamanho da chupeta, do escudo até a ponta do bico, não pode ser inferior a 23 mm (o que equivale ao diâmetro de uma moeda de R$ 0,50) e superior a 27 mm, e se a criança estiver com idade acima de 6 meses, o tamanho não deverá ser inferior a 27 mm (uma moeda de R$ 1) e superior a 33 mm. Com estes limites, a criança não corre o risco de engasgar nem a sucção fica desconfortável.
A superfície do bico, de borracha ou silicone, deve ser lisa e sem falhas, fendas ou orifícios. Se for oca, não pode ter nada em seu interior. A chupeta mais recomendável é a ortodôntica. Mais ainda a partir dos dois anos a criança já tem a maioria dos dentes, e é preciso ter cuidado para não atrapalhar a acomodação da língua, nem provocar danos no formato da boca da criança. Entretanto algumas crianças só se adaptam ao bico convencional, por isso ele é tão facilmente encontrado no mercado.
O escudo, que impede a criança de engolir a chupeta, pode ser circular ou em forma de borboleta. Se for circular, deve ter 40 mm de diâmetro externo, no mínimo. Se borboleta, não pode ser menor que 76 mm de uma “asa” a outra. Deve ser côncavo em relação à boca da criança, ou seja, ter as bordas voltadas para dentro, ter superfície lisa, com bordas arredondadas, e pelo menos dois furos a 5mm da borda, para evitar que a criança sufoque caso, acidentalmente, engula a chupeta.
O puxador deve existir para auxiliar o socorro à criança que engolir acidentalmente a chupeta, e não deve ter arestas cortantes. Para evitar o risco de estrangulamento não coloque laços ou fitas para prender a chupeta na roupa ou no pescoço. Opte por molinhas que permitem expansão se ficarem presas.
Jamais passe a chupeta no açúcar, mel ou qualquer outro doce. A presença do sabor doce na chupeta pode levar a criança a associar o bem-estar com alimentos e bebidas doces, provocando o mal hábito do consumo destes alimentos desde cedo, o que pode elevar o risco de desenvolver a obesidade e do surgimento precoce da cárie. O mesmo vale para bebidas alcoólicas que tem efeito ainda mais danoso.
Começar ou terminar pode ser difícil
O hábito da chupeta pode ser tão difícil de começar quanto de terminar. O bebê deve ter a chance de se habituar e optar pelo modelo que mais o agrada, entre os apresentados pelos pais. Por outro lado, caberá aos pais estabelecer um limite para o uso, tanto em freqüência quanto em duração. Dar a chupeta sempre que ele estiver chorando pode deixá-lo acostumado a tê-la em sua boca a todo instante e, desta forma, a sua retirada será cada vez mais difícil. Avalie antes a origem do choro. Veja se é fome, se é dor, e dê a chupeta apenas se lhe parecer simples inquietação.
O uso da chupeta é preferível a chupar o dedo, cujo vício é mais difícil de interromper. Muitas crianças abandonam o vício, tanto do dedo quanto da chupeta, por conta própria. Se isso não acontecer com seu filho, não se desespere! A boa fase para fazer a retirada da chupeta é entre os dois e os quatro anos. Se permanecer até os cinco anos, corre o risco de haver uma deformação na arcada dentária, que pode levar a criança a precisar de um tratamento ortodôntico.
Para retirar a chupeta, comece limitando o uso, por exemplo, à hora de dormir. O resultado será melhor se a idéia for apresentada com calma e muita conversa. Use exemplos de amiguinhos que largaram o hábito e, se preciso, ofereça uma recompensa caso ele abandone o hábito, mas nunca o envergonhe ou castigue por demorar em deixar a chupeta.
A primeira impressão fica
Uma embalagem correta pode ajudá-lo a fazer uma boa compra. Além das características da chupeta, o rótulo deve ter, de forma legível, informações de preparo para o uso, manutenção e segurança. Por isso é importante guardar a embalagem e/ou rótulo para eventuais consultas.
Além dessas informações, a embalagem deverá exibir a faixa etária a que se destina o produto, e, nos modelos ortodônticos, a posição correta de uso. E, como toda embalagem, deve conter a identificação do fabricante, importador ou distribuidor e o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor. Quando compradas em embalagens múltiplas, as chupetas devem estar acondicionadas separadamente.