Quando o consumidor se corta abrindo uma lata ou se queima com o álcool ele sofreu um acidente de consumo. Os acidentes são diversos e ocorrem quando a pessoa se machuca ou até morre por causa de um produto ou serviço disponível no mercado. Um exemplo recente é o do medicamento Celobar, fabricado pelo laboratório Enila, que matou mais de 20 pessoas em todo o país.
Por causa da gravidade, a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e três hospitais de São Paulo vão notificar os acidentes, destacando o tipo, as causas e a forma de uso do produto ou do serviço. Desta avaliação, podem sair idéias para fabricantes e prestadores de serviços melhorarem seus produtos, desde adequações dos manuais do usuário até mudanças estruturais.
Mas vale lembrar que só podem ser considerados acidentes de consumo os casos onde há defeito na fabricação do produto ou se manual de instruções que não esclarece a forma correta de utilização do produto ou serviço.
Porque é importante acompanhar estes acidentes?
Não se tem estatística de quantas pessoas sofrem acidentes de consumo, mas os casos são graves. Os benefícios são tanto para os consumidores quanto para os fornecedores e o próprio poder público. Os fabricantes poderão evitar processos, o pagamento de indenizações e até mesmo o prejuízo de sua imagem. Um bom exemplo de adequação é o do álcool líquido, que após anos causando acidentes, passou a ser fabricado apenas em formato de gel, que reduz os riscos à saúde. Será possível, também, reduzir os gastos da saúde pública. No Brasil não há dados, mas nos Estados Unidos gasta-se cerca de US$ 300 milhões para tratar das vítimas de acidentes. Lá, são cerca de 14 milhões de feridos e 4,3 mil mortos.